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domingo, novembro 03, 2013

A finalidade da arte

Estou a ler um livro acerca da história da arte, realmente surpreendi-me com alguns fatos que desconhecia completamente. Quanta ignorância! Para mim a arte era algo meio que supérfluo, sem uma finalidade em si, servindo somente para agradar à percepção das pessoas (quase todas ou algumas), criar um mercado lucrativo e críticos ininteligíveis e pedantes(isso pelo menos era verdade).
É claro que estava tudo errado e, apesar de estar no início do livro, já começo a vislumbrar um mundo novo de informações. Inicialmente a nossa fonte em termos de arte são os gregos, lá que tudo começou a se organizar em termos que conhecemos hoje. Todavia, esses beberam da fonte dos egípcios, que tinham a arte como um dos aspectos de sua religião e crenças. Desde o início da humanidade o homem usa arte como forma de amuleto, tendo na crença que as imagens podem servir como algo mágico, que vai lhe ajudar em algum aspecto de sua vida. Os homens da caverna pintavam animais na parede pois acreditavam que essa imagem poderia ajudá-los numa caçada mais abundante.
Os egípcios se utilizaram da arte para pavimentar o caminho dos influentes para a vida eterna. As pinturas eram estáticas e regidas por regras rígidas. Ilustravam os feitos do morto e lhe legavam ajudantes de que iria precisar na vida após a morte. Os gregos se influenciaram muito pelos egípcios, mas ousaram e ganharam o espaço (perspectiva)  e o movimento. Em torno de 440 aC, o movimento de libertação da razão, com o nascimento da filosofia e da ciência, fizeram os gregos evoluírem também na arte. Mesmo assim ainda se mostrava (finalidade) fortemente atrelada às crenças no seus deuses e em suas benesses. Duas imagens para vislumbrar essa diferença:
 Detalhe do Pártenon - Oficina de Fido (famoso artista que fez a Atena no templo de Olimpo)
    Imagem do interior de uma pirâmide (o Rei e sua mulher).
Veja como os gregos se inspiraram nos egípcios, mas foram além. A rigidez desses últimos se transforma no movimento e no espaço adquiridos pelos primeiros. Portanto, nesses dois exemplos, a arte tem uma finalidade, foi feita para atender uma necessidade, na maior parte das vezes ligadas às crenças do povo. Certamente os artistas dessas obras não tinham a noção de que o seu trabalho se transformaria no que chamamos hoje de arte!

sábado, novembro 02, 2013

Algumas considerações após três anos

Volto a escrever nesse blog após três anos de negligência. Realmente foram três anos muito intensos e produtivos, mudança para uma cidade nova, trabalhos com novas exigências e para completar mais um filho, ou melhor, filha. Nesses três anos muita coisa mudou, a eleição do poste esquerdopata para a presidência e mais o legado anterior do apedeuta tornaram o Brasil mais inóspito para os que querem empreender e dependem da meritocracia para galgar os escalões da hierarquia.
A mentalidade bolivariana e marxista tomou conta do país, vivemos agora numa nítida ineptocracia associada à cleptocracia. Em um dos meus posts anteriores eu dizia que do Brasil só sobraria o mercada financeiro, pois então, o dito poste vem conseguindo acabar até com isso. A intervenção desmedida do estado no mercado vem destruindo a economia do país, cuja a estabilidade foi conquista por um preço elevado e com muito sacrifício pelo povo brasileiro.
Do lado social, vivemos uma caça às bruxas contra a classe média, já referida como selvagem, bruta e egoísta por próceres do pensamento lullo-petista. O exemplo principal é perseguição brutal que o governo vem fazendo aos médicos. Realmente é um cenário pouco alentador para as futuras gerações. Outra aspecto interessante é a venda da ilusão de um país gigantesco e próspero com igualdade e justiça social, pura balela para caçar os votos do incautos.
Há muito para relatar e é interessante voltar aos posts antigos e atestar uma involução da situação econômica e social do Brasil.

quarta-feira, setembro 08, 2010

O carioca e a seca do sertão

Hoje eu ouvi no rádio que os candangos estão ansiosos pelo retorno da chuva que há 4 meses sumiu destas paragens do Distrito Federal. Isso me deixou meio instigado, estou há 2 anos radicado em Brasília e este é o meu segundo período de estiagem prolongada. Eu tinha como concepção que o sertanejo era um indivíduo que lidava com este período, que para mim ainda é incompreensível e desesperador, com certa naturalidade e até indiferença. Acho que este ano a natureza resolveu exagerar um pouco !!!
Eu da minha parte, como carioca que sou, ainda não consegui me adaptar a esta situação. Nunca na minha vida eu deixei de ver a chuva por mais de duas semanas (em média). Quando em algum ano se ultrapassava esta cifra, começava o desespero. Acho que vai demorar até eu me acostumar a esse clima tão diferente, e quem sabe eu possa um dia ostentar a indiferença dos candangos...

sexta-feira, agosto 20, 2010

Educação tradicional vs. construtivista

Sou de uma geração que passou mais de 30 anos sentado num banco escolar (em todos os níveis) tentando aprender alguma coisa. Claro que não sou da época da palmatória, da genuflexão em cima de grãos de milho e outros castigos sádicos tão comuns nas narrativas de nossos pais e avós. Apesar disso, a escola para mim sempre foi um lugar para ficar sentado ouvindo a preleção do magister. Como sou professor, de uma forma ou de outra, sempre reproduzi isto, mas com uma pulga atrás da orelha. Durante meu curso universitário ( e também um pouco do ensino médio, quer dizer, 2o. grau) eu achava as aulas inúteis, salvo as ministradas por poucos professores.
Para resumir a ópera, meu filho esta prestes a entrar na pré-escola e a escola que ele está matriculado utiliza o princípio construtivista. A minha preocupação é que andei lendo em umas revistas que este método não se presta à alfabetização, que o método antigo (b a ba) seria o melhor. Fui conversar com a pedagoga da escola e fiquei mais tranquilo. Minha real preocupação não é o método em si, mas a anarquia. O ser humano precisa de disciplina e isso eu tinha dúvida se existia nas escolas mais modernas. O planejamento também é fundamental, toda a prática de ensino tem que ter objetivos e metas mínimas.
O mundo está mudando, ou melhor, as pessoas estão mudando, as crianças hoje são diferentes e precisam de algo diferente. A educação deve também evoluir, para onde é que é a grande dúvida...

quarta-feira, julho 07, 2010

Patriotismo à brasileira

Estava eu indo para meu almoço quando me deparei com a cena acima, fiz questão de documentar, pois é emblemática. Trata-se do Pavilhão Nacional, amarrotado indignamente e depositado numa lixeira da quadra 400 e alguma coisa de Brasília (a cidade em que ocorreu o fato também faz-nos refletir...).
O que melhor representa o patriotismo dos brasileiro? Acho difícil de achar uma imagem tão forte e precisa para o atual momento político e de civilidade brasileiro. Tenho uma interpretação que quero comungar com os mingados leitores deste blog:
1-É público e notório que o brasileiro só lembra que faz parte de uma nação quando na copa do mundo. Todos vestem a camisa, empunham a bandeira com orgulho varonil, para quê? Assistir a umas peladas, cujo o resultado não alteram em nada a nossa condição de cidadãos vilipendiados por políticos canalhas, impostos extorsivos, cidades abandonadas, transporte público inexistente etc. Só isso já assustaria a qualquer ser de bom senso, o país é uma merda, mas tudo bem temos a copa do mundo para nos alegrar, graças ao Dunga, nem isso...
2-O fato desta foto ter sido tirada em Brasília também é algo intrigante, não tenho uma interpretação formada (espero que alguém comente), mas certamente JK está se retorcendo no seu mausoléu (não só por isso, mas também por outras coisas que vêm acontecendo na sua cidade idealizada). Se fosse no Rio todos diriam que o carioca é escrachado e que a "maresia" faz com que os cérebros sejam mais complacentes, mas na Capital Federal? Algo estranho está se materializando (será uma Hidra à brasileira?).
Por estas e por muitas outras, que não me considero um brasileiro, prefiro outro gentílico que me distancia da imensa barbárie em que o país está mergulhado, considero-me um Brasiliano. Para mais detalhes acessar:Brasileiros e Brasilianos de Stephen Kanitz.

sábado, junho 05, 2010

D. Pedro II, o Imperador presidente.

Eu ia tentar elaborar um título contrastando as qualidades do nosso admirado Imperador com o  atual presidente da republiqueta em que vivemos hoje, mas percebi que seria impossível realizar tal contraste. O abismo é por demais profundo, e realizar este contraste seria conspurcar a memória do  egrégio estadista que foi D. Pedro II. Esta breve introdução foi para comentar a reportagem da revista veja (edição de 28 de abril de 2010), a Razão nos Trópicos.
Quem se interessou pela biografia de Pedro d`Alcantâra, pôde verificar como sua educação foi planejada para que ele fosse um monarca esclarecido e ciente de suas obrigações para o com o País que um dia governou. Dentre as inúmeras lições, ele aprendeu a ser bom, sustentar o justo e a temer a Deus.
A reportagem tinha o desiderato de anunciar que as inúmeras cartas de D. Pedro II aos intelectuais da época vão ser digitalizadas e colacadas na internet para consulta pública. É interessante como nosso monarca era desenvolto em várias áreas do conhecimento, se comunicando muito bem com especialistas de diversas estirpes. Um destes era Louis Pasteur, cujo instituto em Paris ajudou financeiramente a se fundar, por este motivo e pela admiração alcançada pelos seus conhecimentos, ganhou em sua homenagem um busto, que se encontra no museu do Instuto Pasteur em Paris. Uma outra história interessante sobre o apoio de D. Pedro II na fundação do Instituto Pasteur se cruza com a biografia do nosso mais ilustre médico e sanitarista, Oswaldo Cruz. Conta-se que quando este foi fazer um curso de bacteriologia em Paris, recebeu apoio integral através de uma bolsa graças ao suporte de Pedro II ao Instituto, mesmo após o Brasil se encontar em pleno regime republicano e após a morte do monarca deposto!!!
Com isso posto, peço a gentileza do leitor que tire as suas próprias conclusões sobre o descalabro em que o nosso país mergulhou nos últimos 130 anos.

sábado, maio 01, 2010

21 de abril de 1960

Vou escrever esta postagem como um carioca saudoso, ou quase saudoso, pois não conheci o Rio na sua fase áurea. Eu me enquadro na definição de carioca feita por Eduardo Paes (atual prefeito do Rio): "sou de uma geração que não conheceu o Rio como cidade maravilhosa". Enfim, a postagem não é sobre isso, somente utilizo este parágrafo para justificar as palavras que se seguirão.
O dia em que se comemora a inauguração de Brasília também é o dia em que o Rio perdeu seu status de capital depois de mais de 200 anos. O Rio foi capital do vice reino, depois capital do Reino do Brasil, Portugal e Algarves, capital do Império do Brasil e por fim capital da malfadada República Federativa do Brasil (inicialmente Estados Unidos do Brazil). O que representou esta perda para a cidade?
Na maioria dos livros que li sobre o assunto todos os autores toam em uníssono: que este é o tipo de história que não dá para se especular, i.e a história que nunca aconteceu. Mas como dito no primeiro parágrafo, vou escrever como carioca saudoso. Acho que a cidade do Rio foi roubada na sua essência, usurpada de um direito naturalmente adquirido. Esta perda deixou a cidade sem rumo. Nos primeiros anos após a mudança, isso não se notou na prática, pois a criação do estado da Guanabara trouxe a tão almejada independência e o rompimento de influências políticas nefastas. Estes 15 anos de independência permitiram uma melhoria incrível na infraestrutura da cidade, que carioca nunca atravessou o túnel Rebouças ou o Santa Marta? que não bebe a água do Rio Guandu?  (essa lista é grande). O problema se agravou quando da fusão com o antigo estado do Rio de Janeiro, a partir dai a coisa se deteriorou até chegarmos ao estado de caos em que a cidade se encontra hoje. Que cidade pode resistir aos governos Brizola, Moreira Franco, Marcelo Alencar e Garotinho/Rozinha? Além disso o abandono pelo governo federal foi decisivo para a destruição da qualidade de vida.
Finalizo alertando aos cidadãos na novacap, eu inclusive,  que o caminho que está sendo trilhado é o mesmo, governos populistas, corruptos etc. e numa situação política que o Rio, nos seus 200 anos como capital, nunca gozou, iso é, a independência política do poder central (será que isso é bom ou ruim?).

sábado, março 20, 2010

Lacerda e a Guanabara

Carlos Lacerda foi o primeiro governador do estado da Guanabara de 1961 a 1965 (hoje cidade do Rio de Janeiro após fusão com o estado de mesmo nome em 1975). Há um enorme esquecimento sobre quem foi ele e o que ele fez como administrador, Lacerda tinha o discurso afiado e antes de ser governador, como deputado federal, fez oposição atroz a transferência para Brasília da capital federal (tanto é que batizaram os pés de vento que de vez em quando se formam no cerrado de lacerdinhas). No seu discurso de posse disse que mesmo se não o deixassem construir as escolas, estradas etc, nada o impediria de transformar o governo numa fogueira para queimar os castelos dos políticos corruptos.
Lacerda foi um administrador exemplar e deixou um legado de obras ancilares para a cidade, como o aterro do flamengo, os túneis Rebouças e o Santa Bárbara, a adutora do Guandú, inúmeras escolas e postos de saúde e a transferência da população favelada para bairros decentes (hoje degenerados). Mas há mais sobre este estadista que merece ser dito e relembrado por todos. Sugiro a leitura do livro Lacerda na Granabara de Mauricio Dominguez Perez.

domingo, março 14, 2010

Quer conhecer uma pessoa? dê-lhe um cargo de chefia.

Todos têm a impressão que indivíduos que recebem um cargo de chefia ou que ascendiam socialmente se modificam, para pior. Agora comprouvou-se, através de um estudo comportamental feito por uma escola de negócios americana, que "o poder revela quem somos". O poder faz com que as pessoas se sintam acima de qualquer convenção e que isso os faz acreditar que não devam ser tratados como os demais, esse comportamento os levam a trapacear mais e quando são pegos apresentam justificativas psicológicas, de acordo com o responsável pela pesquisa. O pior de tudo é a hipocrisia que faz os poderosos condenarem nos outros o que fazem sem constrangimentos.
A solução para inibir este comportamento é o compartilhamneto do poder, o problema, a exemplo do nosso Distrito Federal, é que quem deveria controlar também age da mesma forma. 
Tirei esses comentários de uma entrevista com Adam Galinsky da Escola de Gestão da Kellog publicada na revista época desta semana (08 de março de 2010).

terça-feira, janeiro 12, 2010

Impressões candangas sobre o Rio de Janeiro

Após 1 ano de me tornado um cidadão brasiliense (isso porque fui para Brasília com a intenção de fixar raízes), posso analisar alguns contrastes que, quando habitava no Rio, não notava. O ser humano tem uma incrível capacidade de se adptar as coisas, boas ou ruins, e este é o caso do carioca. Apesar de viver numa cidade realmente cosmopolita e com uma geografia e história ímpares, o carioca convive com situações no mínimo estranhas, e incrivelmente se acostuma a elas. Confesso que perambulei pela minha cidade natal com certa estranheza. Os cidadãos convivem com a balburdia de maneira completamente familiar, ninguém se importa em não parar ao sinal vermelho, ou parar em cima da faixa de pedestre. Estacionamento em local proibido nem se fala, é o mundo da gambiarra. Talvez o Rio seja a cidade brasileira mais paradigmática deste status. É claro que este é um fato nacional, mas em nenhum lugar faz tão parte da cultura quanto no Rio de Janeiro.
Parece que o novo prefeito vem se esforçando para disciplinar alguns absusos, mas vai ser difícil, como eu disse antes este estado faz parte da cultura. Vamos ver se o prefeito vai ter fibra e determinação para manter as medidas necessárias para civilizar novamente o Rio.

Mudanças

Fiz algumas mudanças no blog. Mudei o link para www.garritus.blogspot.com, garritus signifca tagarelar, palrear em latim. Acho que é isso mesmo que eu faço aqui. Com isso o blog ficou menos pessoal e mais ligado ao conteúdo que pretende-se publicar.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Exposição 50 anos da morte de Villa-Lobos

Estive no Rio em novembro para visitar meus pais e não pude deixar de ir numa exposição sobre Villa-Lobos no Arquivo Nacional (Campo da Aclamação ou Sant'anna). Como esperado estava deserta, cheguei às 9:00 h (hora de abertura) de um sábado e fui o primeiro a chegar. A exposição correlacionou a vida de Villa e sua obra com os diversos períodos históricos em que este viveu. Foi muito boa, principalmente os cenários montados no térreo simulando um trenzinho caipira e a mata amazônica, tudo que serviu de inspiração para Villa compor suas obras.
O mais impressioanente é a originalidade das composições, e o mais ainda é o ostracismo a que foi relegado tão preciosa obra. Ah, esqueci que hoje o que faz sucesso são "hits" como "minha éguinha pocotó" ou música sertaneja e baiana. Pobre Brasil. 

segunda-feira, setembro 28, 2009

Brasília 50 anos - Tributo a JK

Brasília completará no ano que vem, aos 21 de abril, 50 anos. Montaram uma exposição no conjunto cultural da república sobre a evolução urbanística de Brasília, com o objetivo de homenagear JK. As fotos e vídeos são um espanto, construíram uma cidade no nada (plageando Guimarães Rosa). Impressionante, Brasília é algo muito surreal. Além disso o plano urbanístico é de uma simplicidade vexatória, demonstrando a genialidade de Lúcio Costa. Impressionante. Outro fato certo é que se fosse construída hoje, Brasília não teria a liçença ambiental liberada pelo Inst. Chico Mendes, fizeram um estrago no bioma...
Também há o oposto da moeda, enquanto se comemoram os 50 anos da nova capital, Brasília, a velha, Rio de Janeiro, entra em estado de luto. Concordo que a tranferência foi uma agressão sem razão,e que os benefícios apregoados tiveram um impacto mínimo. Hoje o que se vê é a cidade de Brasília, rica e majestosa com seus prédios modernos e nababescos, e as cidades satélites, retrato do Brasil tradicional, totalmenete contrário ao sonho de JK e Lucio Costa. Pior ainda, a criação do DF gerou uma migração populaciomal para o seu entorno (estado de GO), onde havia o cerrado surgiram cidades miseráveis e o violentas, vivendo das migalhas de uma pseudo-riqueza implantada pela goela abaixo no plano piloto. Não sei se existe um estudo sobre o impacto desta transferência, se realmente se materializou o propalado pelos pioneiros. 

sábado, agosto 08, 2009

Gripe Suína

Acho que peguei a gripe suína, fiquei muito mal em casa por uma semana e ainda não estou 100 %. Felizmente tudo acabou bem e me recuperei de forma satisfatória. A gripe suína no Brasil vem fazendo um estrago, como era esperado, já somos os país onde esta doença apresenta maior letalidade, isto é, perdemos somente para Argentina. Felizmente sempre temos um hermano ou um outro país africano para nos permitir ficar na segunda colocação entre os piores do mundo.

Os movimentos sociais no Brasil - exemplo da UNE

Apesar de um pouco desatualizado, pois muito dos fatos já ocorreram há algum tempo, acho interessante comentar algumas impressões que tive sobre o assunto. É sabido que o governo Lula cooptou da pior maneira possível todos os movimentos sociais organizados com alguma expressão no Brasil, e da pior maneira possível, os comprou de modo a não encherem o saco do governo. Quem não se lembra da era FHC, quando era comum as ruas se encherem de pichações, cujo o conteúdo mais educado era fora FHC. Isso acontecia em reação a qualquer coisa que o ex-presidente fizessse ou falasse mesmo que banal, hoje o Lula pode falar que vai vender a Amazônia ou que o que ocorre no cenário político brasileiro é legal que não acontece nada. O exemplo mais pungente é o da UNE, totalmente subserviente ao governo, pois vive às suas custas.
A UNE fez um congresso recentemente em Brasília e os participantes destruiram as escolas que serviram de hotel para o evento, cedidas pelo governo do DF. Foram encontradas nas escolas, garrafas e latas de bebidas alcoólicas e camisinhas usadas, demonstrando que realmente o congresso teve uma importância social indiscutível. Além disso fizereram uma passeata na esplanada pedindo que não se abrisse a CPI da Petrobras. Vemos que a UNE tem apresentado propostas ideológicas incoerentes com o movimento estudantil, se tornando mais um braço do governo nos movimentos sociais.
Para finalizar, não tenho nada contra a destruição das escolas, o uso de bebidas alcoólicas e de camisinhas, acho até muito legal a realização de festas regadas a bebidas e sexo, mas não financiadas pelo governo com o dinheiro dos contribuintes. Quem tem que pagar os prejuízos e a farra são os que participaram delas, ou melhor os pais destes, pois a exemplo do novo presidente da UNE, a maioria não trabalha.

sexta-feira, julho 03, 2009

Vários

Esta semana finalmente consegui me mudar para Sobradinho, uma cidade satélite de Brasília. Nós saimos do plano piloto e a diferença é marcante em todos os sentidos. Urbanisticamente Brasília é um primor, tudo planejado e com uma lógica difícil de captar para os que não a conhecem. Já as cidades satélites têm mais a cara das cidades brasileiras, com sua ruas e crescimento um pouco aleatório, mas mesmo assim tenta-se imprimir sempre um pouco da visão brasiliense (de Lúcio Costa). Não sei se escrevi isto antes, mas me espanta que as cidades brasleiras não tenham todas elas um pouco dos conceitos de Brasília, acho que teríamos uma qualidade de vida bem melhor.
Infelizmente há um preconceito enorme que recai sobre Brasília, pois esta sempre foi considerada uma cidade exílio para os que foram obrigados a morar aqui por motivos de trabalho, também por conta das imundícies praticadas pelos nossos governantes. Tudo isso contribui para causar uma imagem pejorativa desta cidade. Poucos de fora sabem, mas em Brasília trabalha-se muito.
Uma desvantagem , no meu ponto de vista, é este período de estiagem que dura meses. A secura do ambiente às vezes é insuportável e o barro vermelho seco, transforma-se numa poeira que suja tudo. Mas de noite a temperatura é muito agradável e dorme-se tranquilamente sem ventilador ou ar-condicionado. Sem falar do horizonte que é infinito. Outra coisa muito interessante é que em Brasília sabe-se sempre onde se está em relação aos pontos cardeais, norte ou sul, leste(L) ou oeste(W).
Apesar de ser carioca, estou gostando muito de viver aqui.

domingo, junho 07, 2009

Baia de Guanabara: Fim Trágico

Esta semana fui ao Rio para uma reunião de trabalho na Fiocruz, e no momento em que o piloto do avião iniciou as manobras de pouso, este sobrevoou um pedaço da baia de Guanabara. Que visão horripilante. A água trm uma coloração escura entremeada por umas áreas pardacentas na desembocadura de qualquer rio que vem da baixada ou da cidade do Rio. Adiciona-se a este aspecto desagradável a presença de divesos tipos de lixo flutuando na superfície das águas desta baia que outrora permitia que se visse o seu fundo, de tão límpida que era. Triste, mas o Rio tem tido este aspecto ambiental e social.
Quando cheguei ao aeroporto, fui surpreendido por um taxista que não queria ir até a Fiocruz devido ao estado de guerra que se encontra a localidade que esta instituição se encontra. Ouvimos todo tipo de caso sobre outros taxistas que haviam sofrido algum tipo de violência, e que algumas áreas não eram mais servidas. Pensei, a que ponto chegamos.
Chegando à Fiocruz, fui até à Ensp, e na sala de um dos pesquisadores pude perceber que as faces do prédio em fronte a alguma favela foram blindadas. Triste Rio.
Não sei onde isto vai terminar, mas parece que a cada dia piora-se mai o quadro, mas não é só no Rio que há uma escalada da violência, é um fenômeno nacional. O que pode explicar isso?

domingo, maio 24, 2009

Memórias de Adriano

Este livro de Margarite Yourcenar, publicado em 1951, conta com detalhes impressionantes a detalhes da vida do Imperador Adriano (76-138 DC) através de uma missiva para Marco Aurélio. Adriano é considerado como um dos cinco bons imperadores romanos, fundando um período de grande crescimento e estabilidade do mundo romano, chamado de Pax Romana. Durante seu governo houve grande esforço em se manter a paz nas fronteiras bárbaras, demonstrando também grande tolerância religiosa. Adriano foi um grande estadista, sabia repeitar as diferenças e que a manutenção da paz no Império era fundamental para o crescimento econômico e para o bem estar social. Invejável sua forma de conduzir os problemas do Estado Romano. Também há passagens muito detalhadas da paixão de Adriano por Antínoo, e sua imensa tristeza quando este se matou, provavelmente em um ritual com vistas a beneficiar o soberano.
Este livro, que em princípio parece difícil, prende o leitor no pensamento do protagonista, levando o leitor para o mundo antigo.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Maioridade de Brasília

Brasília completará em 2 anos os seus 50 anos de fundação, é uma cidade muito jovem, mas que vem crescendo em uma velocidade muito superior à média brasileira, é bem verdade que artificialmente, fomentada pela dinherama que corre pelas veias do governo federal. Isso é outro assunto, meu objetivo é comentar um evento, que no meu ponto de vista, marca definitivamente a passagem de Brasília da adolescência para a fase adulta.
Desde da sua inauguração e mesmo após ser tombada como patrimônio da humanidade, há uma brecha na legislação que permite que os idealizadores de Brasília, ou seja Oscar Niemeyer e Lucio Costa, possam realizar modificações e/ou propor a construção de novos prédios/monumentos no plano piloto. Lucio Costa já é morto, mas Oscar Niemeyer eventualmente, quando decide passar por Brasília, inventa um novo prédio ou monumento para ser construído no eixo monumental, que via de regra são aceitos pelo governo do Distrito Federal (GDF), portanto há coisas estranhas, como aquele museu que parece Netuno com seu anel, meio estranho, mas Oscar Niemayer pode tudo em Brasília, a lei lhe faculta.
Da última vez que veio aqui ele inventou de fazer uma praça, chamada da soberania, que alterava a concepção de Lucio Costa para a paisagem de quem vê o congresso da rodoviária, Esta paisagem deve ser livre, pois dá a impressão de convergência até o congresso, e esta praça iria ser inserida justamente entre a rodoviária e o congresso. A partir de um artigo de uma professora da UnB, que criticou duramente esta intervenção incoveniente, inciou-se um movimento popular que culminou ironicamente na soberania do povo da Capital, isto é, O.N. desistiu de realizar o projeto. Acho que este fato evidenciou que a criatura amadureceu e hoje não consegue impor a sua "soberania" não permitindo qualquer imposição absurda e que agrida a concepção original de Brasília, mesmo que esta seja oriunda do seu criador.
Vou falar numa próxima postagem sobre o que eu pude avaliar sobre quem realmente foi mais impostante para Brasília, O.N. ou Lucio Costa.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Próximo destino: Brasília

Estamos nos mudando para Brasília, na realidade não se trata de uma mudança e sim de uma migração imposta pelo estado de guerra civil no Rio de Janeiro, portanto somos refugiados de guerra em busca de um asilo, no caso Brasília. 
Inicio nestes termos, pois esta mudança não é meramente fato planejado, tem me custado muito esta saída, vamos deixar parentes e amigos, vínculos que devido a distância se perderão na poeira vermelha do chão do planalto central. 
Apesar de tudo as mudanças são salutares, mesmo que inicialmente sejam dispendiosas e duras, mas a adaptação aos novos ambientes sempre trazem novas oportunidades e nos mobilizam para melhorias de vida. Esperamos encontrar em Brasília novas perspectivas e ter uma vida mais tranquila, sem medo de sair a rua. 
No momento só são perpectivas, mas queremos concretizá-las.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Museu do Primeiro Reinado




Hoje fui assistir ao evento música no museu em comemoração aos 200 anos da chegada da família real ao Brasil. O concerto musical ocorreu no museu do 1o. Reinado, um palacete em São Cristóvão que pertenceu à Marquesa de Santos. O espetáculo foi magnífico, uma cantora lírica acompanhada de um pianista apresentaram um repertório de músicas da época.  O museu está acabado e sem manutenção há muito. 
Esse museu funciona na casa que foi incialmente da Marquesa de Santos, posteriormente da filha de D. Pedro I, D. Maria II rainha de Portugal e do Visconde de Mauá. Portanto é rica e fundamental para a memória do Brasil, mesmo assim está abandonada sob a gestão do governo do estado, representando mais um exemplo de descaso como o museu nacional, que é gerido pela UFRJ.
Tirei algumas fotos do interior do museu.




sexta-feira, outubro 31, 2008

O Rio de Villa-Lobos

Villa-Lobos foi sem dúvida o maior compositor brasiliano, infelizmente seu trabalho é mais valorizado no exterior que no próprio Brasil. O Brasil vive o auge da imbecilização cultural,  a massificação de uma cultura alienante é tácita e proposital. Se procurarmos os estilos musicais que mais fazem sucesso enconraremos o pagode, o samba, o funk e por ai vai. É bem verdade que alguns estilos populares demonstram bom acabamento musical tendo como exemplos a bossa nova, a música de alguns compositores como Chico Buarque e até mesmos ritmos populares bem elaborados como o choro . 
Apesar dessa digressão minha intenção original é escrever postagens sobre a trajetória de Villa-Lobos e como seu estilo e genialidade única modificaram completamente o conceito musical de sua era.
Vou começar com o ambiente cultural onde Villa nasceu e sugou a essência para depois transformar em melodias com um caráter nacional nunca dantes visto. Não pretendo esgotar este assunto nesta postagem e pretendo escrever sobre três influências que eu considero as mais importantes na formação de sua música.
O primeiro ponto é o local onde Villa nasceu, o Rio de Janeiro. - Vou continuar depois. 

domingo, agosto 24, 2008

Um pouco de música - Villa-Lobos

Comecei a escrever esta postagem, mas não terminei. Estou querendo desvencilhar-me um pouco desta realidade calhorda e mediocrizante em que vivemos, por esta razão resolvi ler a biografia e ouvir a obra Villa-Lobos. Achei que iria ser uma tarefa simples e que encontraria livros em qualquer livraria e CDs sem dificuldades, grande engano. Apesar de ser o maior compositor brasileiro (em todos os sentidos) e tendo feito enorme sucesso no exterior, não encontrei sequer uma biografia decente e muito menos um CD. Eu parti para caminhos alternativos, ou seja, sebos e repositórios de arquvos mp3 na internet. Encontrei uma biografia muito fraca e várias músicas gravadas por orquestras ou intérpretes estrangeiros, se não me engano não há uma versão nacional atual para a obra de Villa. Mais um vexame nacional!
Há também um filme biográfico de 2001 com Marcos Palmeira (Villa jovem) e Antônio Fagundes (Villa maduro) que é interessante, mas um pouco confuso. Ainda não consegui visitar o museu em Botafogo, mas vou antes de me mudar para Brasília.
Vou tentar escrever alguns posts sobre o que eu julguei serem as maiores influências para a composição de Villa, é claro que isto é uma opinião pessoal, portanto sujeita à vieses.

Referências:
1)Villa-Lobos: uma introdução - Luiz Paulo Horta (fora do comércio), 1987 - Jorge Zahar Editor.
2)Villa-Lobos o filme (http://www.mapafilmes.com.br/villa/index.htm) de Zelito Viana, 2001.

segunda-feira, julho 28, 2008

O Rio de Janeiro Roleta Russa

Fui assaltado, finalmente aconteceu comigo o que já vem sendo registrado com outras pessoas próximas. Chegou a minha vez. É assim que se vive hoje nesta cidade, esperando que chega a vez de ser assaltado ou sofrer alguma violência direta. O pior é que meu filho estava no carro e diante das inúmeras histórias envolvendo crianças nestes últimos anos pode-se perfeitamente se avaliar como eu me senti. Mas vivemos em uma cidade roleta russa, onde estamos esperando simplesmente chegar a nossa vez. O Rio de Janeiro encontra-se submerso num lodaçal de corrupção e banditagem. Temos que retirar a palavra marginal do dicionário, os bandidos estão infiltrados em todas as instituições, vestindo togas, legislando, administrando e governando. Onde esse estado de coisas vai nos levar? simplesmente na nossa vez de sofrer não uma, mas inúmeras violências, até quando nos permitam sair vivos.
Outro ponto é a violência indireta, esta sim mais pernciosa, infiltra-se no nosso subconsciente, nos fazendo mudar o comportamento, nos tolhendo a liberdade de fazer o que queremos e de ir aonde queremos. Somos reféns de uma cidade, de um estado invertido de coisas, onde somos vítimas a cada minuto, todos indiferentemente. O pior é que trabalhamos muito e pagamos caro por isso. Até quando?
Infelizmemente, na minha percepção, a situação tende a piorar antes que melhore, e não sei se quero estar presente para assistir algo mais grotesco e indescritível acontecer. Se permitir-me continuar serei um cúmplice de minha própria desgraça, como numa roleta russa.

sexta-feira, junho 27, 2008

São Sebastião - Fim após 119 anos

O Hospital de São Sebastião foi inaugurado aos 09 dias do mês de novembro de 1889 por SMI D. Pedro II, seis dias depois foi extinta a monarquia no Brasil. Assim nasceu o São Sebastião. Nos seus primórdios foi considerado um hospital de ponta, preparado para atender as doenças mais temidas pela população como a febre amarela. Este nosocômio foi criado para isso, socorrer a população em épocas de epidemia. Sua proximidade com a zona portuária e por distanciar-se do centro da capital tornaram a Quinta do Caju o local ideal para edificação deste nobre propósito.
O terreno foi adquirido pelo governo em um leilão de uma antiga propriedade (a sede desta permanece na entrada do terreno). Lá foram construídos os pavilhões com modernas técnicas de exaustão e isolamento tendo em vista os conceitos difundidos à época. A inauguração deste hospital talvez tenha sido a medida mais inovadora do então governo de D. Pedro II.
No decorrer dos anos e apesar da modernização das técnicas diagnósticas o Hospital do Caju permaneceu lá, impassível, vendo seu entorno se deteriorar com a edificação de portos em soterros criminosos e com a invasão de suas entranhas por casebres insalubres. Depois de 119 anos o que sobrou? Somente a eterna esperança de uma potencialidade nunca alcançada. O mundo mudou a medicina se tornou multidisciplinar e multiprofissional, e o São Sebastião continuou com sua aspiração infectológica.
Poucas instituições no Brasil sobrevivem por tanto tempo, e hoje estamos testemunhando o fechamento de uma com 119 anos. É muito triste ver isto acontecer, há um lado emocional muito forte. Desde que estava na graduação desejava trabalhar no São Sebastião, entrei na residência médica por que era no São Sebastião e o meu primeiro emprego formal foi lá. Amadureci muito naqueles pavilhões, aprendi muito. Tenho uma dívida impagável para com aquela instituição.
Estamos entrando numa era de sombras para o Rio de Janeiro, as instituições estão se fragmentando pouco a pouco. Estamos vivendo um declínio gradual, não há mais invasões de fora, os inimigos estão intramuros. Gradualmente vamos perder a nossa identidade e nossas perpectivas. Talvez o fim do IEISS seja um marco de algo inexorável. Já se ouve o soar distante de trombetas de um exército sinistro e autofágico.

Pausa forçada

Para os minguados leitores do meu blog (eu, minha esposa quando lembrada e meu filho quando souber ler) informo que a inserção de postagens foi interrompida, pois estou na fase final de elaboração de minha tese de doutorado. Em breve novos artigos.

quarta-feira, abril 02, 2008

Destruição do Rio II : O Dengue

Continuando a postagem anterior sobre a destruição do Rio de Janeiro não posso deixar de comentar sobre esta epidemia absurda de dengue. Hoje sinto-me como estivesse no século retrasado quando as epidemias grassavam e que causavam um enorme estrago econômico e social, só que há uma diferença. Naqueles idos tempos o conhecimento acerca das doenças era parvo e incapaz de explicar os mecanismos de transmissão, portanto as medidas de controle eram ridículas e ineficientes. Vivemos numa era em que se conhece até as proteínas da cápsula do vírus da dengue, onde todos os mecanismos de transmissão são conhecidos e que as medidas de controle são altamente eficazes. O que pode estar ocorrendo? São vários fatores possíveis, mas no meu ponto de vista somente um teria o poder de impedir a conjunção de todos, o que propicia a ruptura de um limiar epidêmico: o descaso e a incompetência das esferas de governo. Vamos discutir alguns fatores que propiciaram a formação da atual epidemia (e das passadas também):

1-Retorno do vetor para os centros urbanos: o mosquito já estava erradicado do Brasil desde a década de 30, quando era o principal vetor da febre amarela, grande mazela que grassava desde o período colonial. Num esforço que se iniciou com as campanhas de Oswaldo Cruz e terminou com o reforço da Fundação Rockeffeler. Quem permitiu o retorno desta praga para o Brasil? A resposta é muito fácil: a autoridades que pagamos e que deveriam exercer o papel delas monitorando e agindo de maneira enérgica o mais rapidamente.
2-Adaptação do vetor ao ambiente urbano: o Aedes é um mosquito cujo habitat é urbano, muito bem adaptado a estas condições, todavia a adaptação no Brasil e, principalmente nos grandes centros, foi extremamente eficaz. Nos últimos 60 anos vivemos uma intensa urbanização da população brasileira, hoje mais de 80 % da população vive em um grande centro. Não houve investimentos governamentais e nem a iniciativa de se organizar o boom urbano, as condições dos domicilios nas regiões de favelas e na periferia das regiões metropolitanas é lastimável, muito lixo, desequilíbrio ambiental e descaso. Nos locais mais privilegiados também não se investiu em esgotamento sanitário e preservação do meio ambiente. De quem é a culpa? Quem é reposável pela preservação da propriedade (no caso de invasões) e da organização e infra-estrutura do espaço urbano? Para quem pagamos IPTU?
3-A industrialização vertiginosa do Brasil permitiu a substituição de vários utencílios que antes eram biodegradáveis e que passaram a entulhar os lixões e as ruas mal conservadas. Garrafas PET, pneus, vidros dos mais diversos, sacos plásticos etc. Todos estes materias podem ser potencialmente focos de reprodução do vetor. Quem deveria organizar e gerir os resíduos urbanos?
4-A educação do povo anda de uma maneira geral sofrível, e sem conhecimento sobre a gravidade e a maneira de se combater o vetor a tendência é ser permissivo e irresponsável. A educação é função do estado.
5-A demagogia: a última grande epidemia se deu a época do fim do mandato do FHC (2002), foi uma vergonha, muito se discutiu, no Rio até lançador de chamas foi comprado pelo garotinho. O prefeito era o César Maia que criou uma enorme polêmica sobre carros cedidos pelo MS. A epidemia passo, como é natural e de se esperar, toda epidemia tem um fim com o esgotamento dos suscetíveis, é sua história natural, esta epidemia também vai acabar. Quando o lula entrou no ano seguinte ele alardeu na mídia(ainda guardo a propaganda) que graças ao seu governo o dengue tinha sua incidência em mais de 80 % reduzida. Mentira, engodo. Isso faz com que as pessoas se acomodem, o certo seria dizer que houve uma redução dos casos não graças às medidas tomadas mais sim por que isto iria acontecer naturalmente e que a população deveria agir mais intensamente, assim como o governo, para que uma nova epidemia não se repetisse. Esse governo é o mais demagogo da história.

Todos estes fatores são diretamente ligados a ações governamentais, e se somente um deles estivesse ausente uma epidemia seria altamente improvável. O que vivemos hoje é a conseqüencia de longos anos de administrações incompetentes e negligentes. A epidemia de dengue é um fenômeno comparável ao da violência, tem as mesmas origens. E a pergunta final: quando poderemos afirmar que não vai haver mais epidemias ? Essa pergunta tem uma reposta clara: vai demorar muito, esta não será a última e nem a mais grave, outras virão muito piores. Não existe PAC que mude isso, só uma revolução.

domingo, março 30, 2008

Destruição do Rio de Janeiro

Hoje eu fui visitar uma exposição das fotografias dos filhos de Marc Ferrez no CCBB. É sempre desalentador ver lugares como a lagoa Rodrigo de Freitas, praias de Ipanema e Copacabana e a Barra da Tijuca em seus estados primitivos, ainda intocadas pelas mãos do progresso. Eram lugares paradisíacos, acredito que a beleza destes lugares era ímpar, é entristecedor.
Outra ação devastadora na nossa cidade foi contra a baia da Guanabara, totalmente deformada e aviltada com os soterros. O desmonte do morro do castelo e a construção da av. Pres. Vargas também causaram uma perda irremediável ao patrimônio cultural da cidade. Foi no morro do Castello que se iniciou a fundação da cidade, com o complexo jesuíta e o convento dos capuchinhos. Quando vou nestas exposições de fotografias antigas do Rio eu saio com um sentimento misto de decepção e estupefação, o primeiro pela destruição e o segundo pela beleza do que foi o Rio de Janeiro.

sábado, março 22, 2008

Superficialidade da erudição - O fim dos eruditos.

Vou citar um trecho de Schopenhauer (1788-1860):
"Sendo assim, as ciências adquiriram uma tal amplitude em suas dimensões, que alguém com a pretensão de realizar algum empreendimento científico deve se dedicar apenas a um campo muito específico, sem dar importância a todo resto. Nesse caso, ele de fato se encontrará acima do vulgo em seu campo, no entanto será como qualquer pessoa em todos os outros. Além disso, torna-se cada vez mais comum hoje em dia o descuido com as línguas antigas cujo aprendizado parcial de nada serve, contribuindo para decadência geral da cultura humana. Com isso veremos eruditos que, fora do seu campo específico, são verdadeiras bestas."
Este livro escrito no séc. XIX é profundamente atual, vemos isso todos os dias, verdadeiras bestas se entitulando de doutores e achando que são melhores do que qualquer outra pessoa. A competitividade acirrada que permeia e modifica o comportamento da sociedade hodierna veio a trazer mais distorções, pois há mesmo aqueles em que nenhum conhecimento acima do vulgo possuem e mesmo assim se auto intitulam doutores. Quanto mais bestial é a criatura, mais arrogante ela é, e alguns tarços reprovávies do caráter, que isoladamente já são de causar asco, se juntam e tornam o comportamente destas pessoas incongruentes. Um exemplo: arrogância com os pequenos e subserviência com os grandes.
Sabemos que com a grande escalada na quantidade de conhecimento da humanidade, é impossível se saber tudo e que a especialização é um mal irresistível, todavia um dos antídotos para a bestialidade é a procura por conhecimento em outras áreas que não a própria, isso mostra que os nossos limites são muito estreitos e talvez coloque um pouco de humildade no comportamento. A era dos eruditos já se acabou e quem insistir nela será considerado um fóssil incoveniente. A solução é a busca constante por uma formação mais geral sem a pretensão de saber tudo ou forçar uma afetação incoveniente. Para finalizar com outra citação:
"O especialista é um homem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, e por fim acaba sabendo tudo sobre nada." Sir Bernard Shaw.

sexta-feira, março 21, 2008

Fiasco - Comemorações da chegada da família real

Como eu previ as comemorações da vinda da família real para o Brasil foram um fiasco. O povo não deu importância, o poder público negligenciou, para este afundar milhares de reais no carnaval é mais imporatnte do que homenagear um fato histórico ímpar e que foi o fator primordial para a coesão do território nacional. Portanto se hoje somos uma nação única e que compartilha um único território devemos isso a esta efeméride.
No Brasil o mais importante é o carnaval, tanto é que o pouco que se fez parecia um pouco disso com aquelas imitações toscas e rídulas de D. João VI e Carlota Joaquina, que mais pareciam o rei momo e sua corte. A rede globo foi a única a dar importância e foi a que mais divulgou, mas o que se via na cidade era a total indiferença.
A quinta da boa vista abandonada vergonhosamente, o centro do poder na época do Império e do Reino Unido, hoje está jogado às traças sob a administração falida da UFRJ.
O Brasil é capaz de piorar a cada dia. Não me surpreendo mais, aqui é só carnaval, futebol e bunda.

domingo, dezembro 23, 2007

Por falar em palácios...

É de todos sabido que vivemos em uma República, e o que significa isso? A origem da palavra é latina, Res publica ou a coisa pública, está embutido nesta palavra, e isso é o que significava para os Romanos, que deveria se haver um cuidado com o que é público e por conseqüência o cuidado do patrimônio de todos, sem esbanjamento nem privilégios indivíduais, isso deve ser uma preocupação constante dos que exercem o comando. Aqui no Brasil vivemos longe destes ideiais, estamos mais próximos de um modelo monárquico, que tem um governante quase absoluto (presidente) e a nobreza que vive das benesses deste poder (deputados e senadores e em menor escala o poder judiciário). Os privilégios são escancarados para quem quiser ver (carro oficial, vários subsídios, altos salários, vários cargos disponíveis e moradias oficiais). O que mais chama a atenção é a presença de palácios em um sistema dito republicano. O palácio não é a moradia de um rei? Pois então, no Brasil temos o palácio do planalto, da alvorada etc. Vivemos num regime monárquico, que espantoso!!! A diferença é que este regime é muito, mas muito, mais caro para os seus vassalos, e além disso se é acumulativo, isto é, o indíviduo não perde nunca os privilégios adquiridos, além de tudo sustentamos várias famílias reais (josé sarney, fhc, collor, itamar e o próprio lula quando sair, se sair).

Não há uma luz no fim do túnel.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Alguns pontos de interesse histórico no Rio de Janeiro



Vou parar de falar de política porque já estou um enauseado. Acabei de ler o livro 1808 de Laurentino Gomes que foi lançado com a intenção de prestigiar os 200 anos da chegada da família real ao Brasil em 1808. O que encontrou quando aqui chegou D. João VI? Uma terra exuberante do ponto de vista da natureza e do seu relevo, mas muito pobre culturalmente com uma gente deseducada e uma cidade suja e fedorenta. Mas o que mais me interessa é o que restou da memória da passagem da família real aqui por estas paragens cariocas. O primeiro grande monumento é o paço de São Cristóvão, doado a D. João VI pelo negociante Elias Antonio Lopes. Neste casarão viveram os governantes do Brasil por 80 anos, lá nasceu e imperou D. Pedro II. Atualmente este importante monumento da memória nacional é de propriedade da UFRJ abrigando um museu de ciências naturais (museu nacional). Pouco se vê da função original os a frescos da parede estão recobertos por uma tinta branco-amarelada, o que lembra ainda são as iniciais do seu antigo dono (PII) nas portas da entrada principal. Hoje aquele prédio é uma tristeza, muito mal gerido, caindo aos pedaços nem sequer um resquício do que representou no passado: um dos centros de poder do Brasil. É um museu muito chato.



Figura 1 - Palácio Real da Quinta da Boavista por Thomas Enders.




Figura 2 - Uma foto mais recente tirada por mim em dezembro de 2006. Nota-se que o palácio adquiriu 2 torres laterais


Figura 3 - Visão mais aproximada da entrada do palácio.


O fim da era do petróleo?

Esta é uma pergunta razoavelmente intrigante, vivemos atualmente nuama sociedade altamente dependente de petróleo e seus derivados. A nossa matriz energética é grandemente constituída pela combustão deste combustível fóssil. Por outro lado, o momento de tuburlência ambiental e as perspectivas sombrias que se anunciam tornam a substituição do petróleo um mister premente. Mas o que mais me convence de que o petróleo está com seus dias contados não é o impacto ambiental e sim a escalada assustadora do preço do barril, esse sim é um argumento altamente estimulante a criação e aperfeiçoamento de novas tecnologias.
E o Brasil, em que podemos enquadrá-lo neste panorama? Simplesmente como detentor de uma tecnologia de transição, que será muito útil na nossa libertação do petróleo. O etanol é uma solução provisória que pode contribuir com o engrandecimento econômico do nosso país, claro se nossos governantes souberem aproveitar esta oportunidade.

sábado, novembro 17, 2007

200 anos da chegada da família real ao Brasil - Será um fiasco?

No próximo ano se comemora os 200 anos da chegada da família real portuguesa e sua corte ao Brasil, é um fato histórico de extrema importância, representa o marco transicional entre o nada e a nação que somos hoje. Os palácios e prédios que ainda persistem desta época têm que ser reformados e disponibilizados ao povo enfatizando-se a sua real importância histórica.
Um exemplo é o paço da Quinta da Boa Vista, está caindo e abrigando uma instituição totalmente discordante da sua linha histórica. Ali foi a residência oficial de 3 monarcas, inclusive um europeu. Ali nasceu D. Pedro II. O que resta do prédio cai aos pedaços, o ministério da cultura devia tirá-lo da UFRJ que não vem prestando os devidos cuidados para sua preservação. Para se ter uma idéia eu lembro que quando criança visitei a exposição do MN e 20 anos depois quando retornei era a mesma coisa. Uma lástima. E o fiasco se aproxima de mesmo jeito que foi com a comemoração dos 500 anos de descobrimento.

A cidade e os cachorros

Este foi o primeiro livro de Llosa e apresenta um aspecto inovador na sua maneira de narrar a história, o fatos do passado dos diversos personagens se aninham no presente da história criando um clima de climax e anti-climax bastante diferente, para mim é nova esta forma de escrever, nunca tinha lido nada com este estilo.
A história se passa num colégio militar com uma rotina severa e alunos problemáticos e transgressores. Este é um dos romances autobiográficos de Llosa. Eu gostei muito do livro.

quinta-feira, novembro 08, 2007

O Probleminha de Lula

Para o presidente lula deixar 500.000 veículos sem combustível, várias indústrias paradas (inclusive uma das maiores siderúrgicas do mundo, a CSN) e milhares de usuários domésticos de gás natural apavorados, representa apenas um probleminha, não é nehum fim do mundo. Mais uma vez ele demonstra a sua completa ignorância e insensibilidade diante de um problema gravíssimo.
A conversão para o gás natural em vários segmentos da cadeia produtiva e consumidora do país foi estimulado fortemente nos últimos anos pelos governos, se transformando em política energética e de proteção ao meio ambiente. O lula deveria ficar ao menos calado e seguir a regra de ouro.
Além de tudo isso ele se mostra um demagogo de primeira linha, de um lado fala que tudo está sob controle e de outro vai rastejar aos pés do Evo Morales pedindo arrego. Nunca o Brasil foi tão humilhado, eu prefiro passar por um racionamento a ter que dar dinheiro àqueles usurpadores (já nos roubaram duas refinarias).
O lula surpreende por sua incompetência e falta de força de governo e mais uma vez o Brasil afunda até o lodaçal da insignificância. Como dizia Cazuza "Grande País desimportante".

terça-feira, novembro 06, 2007

No que o governo falha

Mais uma vez o governo mostrou-se incompetente e imprevidente. A crise energética que se abaterá sobre os brasileiros será pior que a última em 2001. O governo erra em não ter projetos conssietentes no que realmente importa, o bem estar e o conforto da sociedade e o bom funcionamento das forças produtivas. Vamos analisar alguns exemplos:
1-Energia - construir hidroelétricas ou outro tipo de usina é um investimento prolongado que muitas vezes só se concretiza após o fim do mandato, é arriscado politicamente. Além disso o ministério encarregado está sendo loteado pelo PMDB, que só tem interesses políticos e não sociais. O governo não prioriza esta área. Quantas usinas foram constriodas nestes 6 anos de lula? nenhuma.
2-Educação - o ensino universitário é muito caro e não há possibilidade do governo oferecê-lo para todos aqueles que querem, ai o governo investe quase todos os seus recursos nesta área, que contribui para formação de uma pequena parcela da população, mas não contribui muito com a sociedade, gerando privilégios e maior diferença social. O governo deveria deixar para iniciativa privada o ensino superior, se concentrando no ensino de base de qualidade, no que contribuiria enormemente para a formação de uma sociedade mais culta. Quem não tivesse dinheiro pegaria emprestado com formas justas de pagamento.
3-Saúde- a medicina individual é inviável para o governo, vc pode destinar 1 trilhão de reais que não se resolverá o problema, deixe para iniciativa privada o custeio dos procedimentos individuais. O governo deveria focar seus esforços na medicina dita da coletividade, ampliando os tipos de vacinas, investindo maciçamente em saneamento, o governo não consegue ofercer as duas coisas e não oferece nada.
4-Moradia - sem comentários, não existe política de moradia popular no Brasil.
5-Bolsa família - é muito interessante como instrumento de melhoria da qualidade em situações de crise, mas não resolve o longo prazo, privilegia o indivíduo e não a coletividade. O governo deveria desonerar a carga tributária e com isso novos empregos seriam gerados.

Eu poderia citar inúmeros erros, mas estes ao meu ver são os mais graves. O Brasil está no caminho errado, em poucos anos só vai sobrar o mercado financeiro.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Todos estamos sujeitos à evolução

Essa dúvida que ronda a cabeça de todo evolucionista, será que o ser humano está sujeito as mesmas leis de evolução que observamos em toda natureza?
O livro A sobrevivência dos mais doentes de Sharon Moalem (ed. campus) traz algumas questões sobre como o antropocentrismo da humanidade é pura engano. O ser humano é somente uma parte de toda a natureza e está sujeiro aos mesmo processos de evolução e seleção que todos os outros seres. Ele traz vários exemplos de teorias para processos de evolução do ser humano. São teorias mas têm um sentido muito interessante, vale a pena ler e refletir, a minha única queixa é que a tradução é muito ruim, vários erros de digitação e de conceitos.
Vou estudar mais algumas situações descritas para poder formar melhor os conceitos que foram apresentados, daí escrevo mais.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Nossos Imperadores


Nestes últimos meses li as biografias de duas grandes personalidades brasileiras e que de certa maneira deixaram também uma grande saudade na parte mais esclarecida da população: D. Pedro I e D. Pedro II. Foram estes dois homens, pai e filho, de personalidade dispar um do outro e que com seus esforços (ambos), inteligência (mais D. Pedro II) e impetuosidade (mais D. Pedro I acompanhado de ausência de escrúpulos)tornaram possível o sonho do Brasil unido, e que em vários aspectos prosperou.
Estes livros fazem parte de uma coleção da companhia das letras chamada perfis brasileiros e os títulos são: D. Pedro I: um herói sem nenhum caráter e D. Pedro II.
O grande legado de D. Pedro I foi a indepêndencia do Brasil, mas poucos sabem que D. Pedro I foi considerado um monarca esclarecido defensor dos sistemas constitucionais, deixando de herança a primeira constituição do Brasil, que foi modela para a adotada em Portugal no mesmo período. Outro fato ímpar de sua biografia é que foi governante do Brasil e mais tarde de Portugal, como D. Pedro IV, título que abdicou em nome da filha, D. Maria II uma rainha européia mas que era brasileira, após uma guerra contra seu irmão D. Miguel que usurpou o trono português. Morreu jovem de tuberculose.
D
Pedro II reinou por quse 50 anos, um fato interessante foi ter assumido este cargo com apenas 15 anos. Foi um monarca esclarecido admirado e amado por todos.
Acho que vou escrever mais sobre cada nos próximos posts.

terça-feira, agosto 28, 2007

Biocombustível - mais um equívoco do governo Lula

A alegação de que o biocombustível (seja lá qual ele for) é a salvação para o meio ambiente é uma balela, é óbvio que se preservássemos as matas e utilizassemos o petróleo de maneira sensata seria muito melhor para o meio ambiente. Ninguém diz que para substituir o petróleo milhões de hectares de mata nativa terão que ser destruídos para plantaçãpo da matéria prima. O certo é o investimento em combustíveis que não utilizem carbono, como a energia elétrica e o nitrogênio.
Mais uma besteira do Lula que será esquecida no futuro.

terça-feira, agosto 21, 2007

Divisão de Classes e Raças no Brasil

O brasileiro sempre se orulhou desta promiscuidade de classes e raças que existe aqui desde que o primeiro português pisou neste solo. A promiscuidade racial foi fator fundamental na colonização deste amplo território, sem ela seria impraticável a povoação da nova terra. Apesar do passado triste da escravidão e da vergonha do Brasil ter sido a última nação escravocrata do planeta, nunca tivemos movimentos com nítido teor anti qualquer raça, como nos EEUU com a Ku Klux Klan e na Alemanha com o nazismo.
Agora graças ao governo Lula estamos copiando esta prática odiosa. A instituição do cotas nas universidades públicas é uma mediada de segregação e fere a constituição que intenciona que todos os brasileiros sejam vistos de maneira semelhante pelo estado. A defesa desta atrocidade vem gerando desconforto entre os segmentos favoráveis e os desfavoráveis. Esta acirramento pode evoluir para franca agressão, como se tem esboçado em algumas situações como instigado por pronunciamentos de representantes do governo e do próprio presidente.
Lula sempre instiga a segregação quando empurra a culpa das mazelas sociais em cima de uma elite que ele mesmo não define bem. Quem seriam as elites no Brasil? A classe média trabalhadora e roubada no seu direito de consumo divido aos elevados tributos? Ou os banqueiros e os agentes financeiros que nunca foram tão ricos como agora neste governo? Poderíamos também chamar de elite os funcionários públicos do alto escalão como os juízes, deputados e senadores. Mas acho que o Lula não sabe bem, e a verdadeira intenção dele é tirar o dele da reta.
A última dele foi o argumento para defender a bolsa família referindo que a elite não reclama quando o governo financia através de bolsas de estudo os futuros doutores. O Lula esquece que estes futuros doutores é que criam conhecimento e patentes que enriquecem o pais, ele cospe em quem sustenta o pais e gera desconforto entre as diversas classes, este não é o papel de um chefe de estado. Quem queremos enganar, o Lula nunca será um estadista, no máximo uma figura triste. Infelizmente essas atitudes podem custar caro para nação.

domingo, agosto 12, 2007

O Brasil depois de Lula

O povo deveria se preocupar com o legado que Lula vai deixar para o ano de 2010, logo após sua possível saída. Inicialmente os brasileiros de classe média estarão mais pobres, isso se deve principalmente a elevação progressiva da carga tributária para cobrir gastos do crescimento exacerbado do estado brasileiro e também para pagar os privilégios criados e perpetuados durante anos de erros administrativos. O empobrecimento da classe média pode cursar com uma diminuição progressiva do consumo levando ao colapso do setor produtivo da econômia e com isso o desemprego em massa. Isso mesmo, a classe média não é a vilã como os sociológos petistas acreditam, ela é a mola propulsora da econômia e a que gera bem estar para toda a sociedade.
Outro legado é o enfraquecimento das instituições sociais. O poder legislativo é na atualidade maior evidência da ação perniciosa do petismo sobre o estado. Hoje o executivo comprou a docilidade das instituições, não se vê o legislativo chiar sobre as falcatruas do executivo. Na sociedade civil organizada também é tácito a subordinação e cooptação. Onde está a UNE? Onde estão os sindicatos? A resposta é simples: foram todos comprados. A bolsa família também é uma forma de suborno. Isso leva ao enfraquecimento da democracia e a dependência social de um poder centralizador das benesses, como uma vaca de tetas gigantes ora nutrindo os amigos e ora matando de fome os inimigos, de acordo com os interesses da hora. Essa é base ideológica para criação de ditaduras.
A destruição dos meios de produção e infra-estrutura por pura incompetência ou corrupção. O momento atual é ímpar na história, os fatores econômicos mundiais contribuem para uma prosperidade nunca dantes vista, e o que acontece no Brasil? Esta propsperidade está servindo para alimentar políticos corruptos e investidores do mercado financeiro, não se está investindo na cadeia produtiva, principalmente onde o Brasil tem maiores dificuldades históricas, como a infra-estrutra. Os portos estão abandonados e portanto funcionando precariamente, as estradas destruídas, as ferrovias esgotadas por falta de projetos de expansão e otimização. Outra questão importante é o subdimensionamento da matriz energética, o Brasil não caberá neste modelo.
O emburrecimento da população não é fato novo, mas tendência histórica no Brasil. O povo não pensa e mesmo nas classes mais abastadas há uma tendência a iniquidade intelectual. O investimento maciço em educação superior leva ao sufocamento da educação básica e não se resolve o problema dos privilégios. A instituição de cotas não é um medida que causará impacto no bem estar social, só muda o foco do privilégio, além de acirrar a animosidade e separação entre raças, o que nunca ocorreu no Brasil.
O Brasil pode entrar em colapso em pouco tempo se medidas enérgicas não forem adotadas, infelizmente essas medidas envolvem a retirada de privilégios e a quebra de direitos adquiridos. Deus tenha piedade do Brasil.

domingo, junho 10, 2007

Moralmente irrecuperável

O Brasil finalmente evoluiu. Conseguimos chegar no nível moral da Roma pré cristã. Isso se evidencia pela corrupção de nossos governantes, pela miserabilidade e ignorância de nosso povo e pela barbárie que convivemos no dia-a-dia das grandes cidades.
O Senado brasileiro finalmente se equiparou com o romano da era antiga. A falta de dignidade e moral dos senadores da república é agressiva, é outro mundo, é algo inatingível. Em realidade é uma pocilga, um ninho de ratos parasitas oportunistas. Não espero que isso mude.
O sistema " republicano" brasileiro é um gerador de atrocidades, não há mérito, há meretrício, podemos mudar o nome de democracia para meretriciocracia. São todas prostitutas do dinheiro público, é um bordel onde os clientes pagam para receberem benefícios imundos. Estão acabando com a pátria.
O Brasil é um gerador de desigualdades, e quanto maior o estado pior. O que aconteceu com os brasileiros, perdemos o brio? Não, simplesmente o que acontece no congresso é a reflexo ampliado do que é a sociedade hoje. Egoísmo, vaidade e corrupção.
Não sei onde isso vai terminar, mas boa coisa não vai render.

quarta-feira, março 07, 2007

Casa Grande & Senzala

Este livro de Gilberto Freire evidencia a origem de vários males que acometem nossa sociedade hodierna e que foram herdados da nossa sociedade patriarcal, escravocrata e monocultora no período da colonização.
Quem até hoje não sabe de um cacique, ou coronel, que comanda politicamente uma determinada região e que se impõe através do populismo e da criação de miséria ao seu redor.
Atualmente o poder do patriarcado, do senhor de engenho escravocrata, cedeu lugar ao populista, que cria a miséria para se perpetuar em oligarquias criminosas e geradoras de desigualdades. Hoje este poder é exercidop com maestria e está destruindo este país e seu povo, o tornando inútil e manipulável.

sábado, outubro 28, 2006

Mais uma do Parque Lage. Posted by Picasa
Este é o solar de Henrique Lage, no Parque Lage, bem ao lado do Jardim Botânico. Um lugar bem legal, com muito verde, é uma reserva da Mata Atlântica. Posted by Picasa

Carta enviada ao deputado Gabeira

Esta semana eu li que serão concedidos os privilégios de ex-presidentes ao sr. Fernado Collor, isto é, carros oficiais, assessores especiais, seguranças etc. Somente o fato de ex-presidentes terem este "direito" já é uma atrocidade do nosso sistema, pródigo em privilegiar uma pequena minoria. Como contribuinte e cidadadão de uma democracia (???) não acredito que os senhores que ocuparam o referido cargo do poder executivo sejam diferentes de mim ou dos outros milhões de brasileiros. Quando deixam de ser presidentes, por qualquer motivo, eles devem perder os atributos do cargo, em toda sua magnitude. Será que estes senhores são diferentes de nós? Pertencem eles a uma linhagem nobre?
Quero com este e-mail solicitar a vossa senhoria, como seu eleitor que sou, que combata este privilégio, não aguento mais pagar impostos para sustentar a vida boa de alguns. Eu estou trabalhando muito e quero que este trabalho gere frutos para mim, minha família e a sociedade, e não para políticos que só contribuem para esse quadro social deplorável em que vivemos.

Muito Obrigado e gostaria de obter uma resposta.

Vitor Laerte Pinto Jr.
Médico
Servidor Público do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Mordomias da Corte do Imperador Lula da Silva

Sobre o sistema político brasileiro eu tenho a mais absoluta convicção de que se não fosse derrubado o Monarca D. Pedro II hoje estaríamos numa condição muito mais justa e melhor. A república não acabou com os privilégios nem muito menos, nos seus 117 anos, trouxe a democracia para este país. O que nós presenciamos nestas décadas foram ditaduras, roubalheiras, pobreza, miséria e destrução do patrimônio ambiental.
Bom mas se não bastasse isso tudo o sistema político brasileiro não perde a capacidade de inovar, claro sempre adentrando na podridão da corrupção etc. Lendo esta semana a revista veja fiquei estarrecido com a vida nababesca em que vive o publicitário Duda Mendonça. Este é um exemplo típico de um nobre da corte de corruptos de Lula da Silva. Vinhos carissímos, mansões à beira-mar, com direito a vários bangalôs para hóspedes. Realmente eu ficaria mais feliz em manter uma Família Real. De onde vem este dinheiro todo? Este país só surpreende com o pior.
Como diz o ditado cada povo tem o governante que merece.

O Brasil está mais burro e inescrupuloso

O autor de novelas da globo Silvio Abreu, em entrevista para Veja desta semana, afirmou que o nível intelectual do brasileiro vem progressivamente diminuindo, o que interfere com o tipo de informação que é passada através das novelas. Cada vez mais a mensagem tem que ser simples e direta, do contrário a novela corre o risco de fracassar na audiência. Outra constatação do autor é que a moral do brasileiro também não anda nos melhores dias, segundo ele o objetivo do nosso povo é se dar bem , não importando os caminhos trilhados para este fim. Qualquer nacionalista pularia de sua cadeira ao ouvir estas heresias, todavia esta informação vem de um renomado escritor de novelas, que conhece profundamente o seu público, e por este motivo é um dos mais aclamados e bem sucedidos na sua área. Uma das tarefas de Silvio de Abreu é justamente tentar entender profundamente a alma do brasileiro que assiste suas novelas, com esse conhecimento ele escreve suas tramas com enorme sucesso. Infelizmente esta constatação reflete a mais pura verdade sobre o nosso zé povinho. Após anos de governos corruptos e ineficientes, os políticos finalmente conseguiram imbecilizar a nação, vivemos num momento de escuridão onde o conhecimento é marginalizado, e desestimulado, é só olharmos para o nosso presidente que imediatamente chegamos a esta conclusão. Para piorar, o brasileiro é inescrupuloso, de caráter fraco, não mede as conseqüências quando almeja algum privilégio. Isso se reflete na hora de votar, ou quando é eleito para algum cargo. Isso não é simplesmente uma visão pessimista da realidade nacional, podemos citar exemplos: 1)pergunte para qualquer um em que ideologia ou candidato irá votar nas próximas eleições, imediatamente receberá a seguinte resposta: em quem me coceder algum favor. 2)Recentemente estudantes imbecis de classe média do Rio de Janeiro fizeram uma manifestação em frente ao palácio guanabara (sede do governo estadual) reivindicando que o vestibular da UERJ não fosse suspenso. O privilégio tem que ser mantido em todas as gerações, o povo brasileiro só pensa nos privilégios 3)Os postos de gasolina em foz do iguaçú estão falindo deixando vários trabalhadores desempregados. O motivo? A gasolina na argentina é mais barata e por isso os brasileiros cruzam a fronteira para abastecerem seus carros. Quando a gasolina era mais barata aqui no Brasil nenhum argentino cruzou a fronteira para abastecer. Acho que os argentinos estão melhores que nós. 3)Quer outro exemplo de argentinos? Recentemente o nosso Cafú quase foi preso por forjar documentos para recber a nacionalidade italiana. Um dos jogadores da Argentina, que joga na Espanha, negou a cidadania Espanhola pois seu objetivo era jogar na seleção de seu país. Podia citar inúmeros exemplos mas estes são suficientes. Até quando o País suportará esta situação?
Lima Barreto - Clara dos Anjos

Na minha opinião Lima Barreto é um dos maiores escritores da nossa literatura. Seu inconformismo diante de sua realidade de mulato e marginalizado por uma sociedade superficial, gerou obras de uma realidade contundente. Infelizmente o que o fez brilhante também o tornou miserável, o alcoolismo e a loucura minaram o gênio.
Neste livro, Clara dos Anjos, o enredo não é criativo, na realidade bem simplório, mas a descrição dos subúrbios caricas à época da primeira república é surpreendente. Quando numa passagem o personagem marginal passa pelo centro do Rio e caminha pelas suas ruelas é como se quem lesse passasse por ali e tivesse todas as impressões que o autor teve, neste quesito Lima Barreto é imcomparável.
Todas as personagens são um pouco de Lima Barreto, é nítido o esforço do autor em se auto-descrever e se colocar na pele dos personagens. Cada um traz um Lima hipertrofiado e se juntarmos todas elas muito provavelmente teremos Lima Barreto.
E o feio se tornou bonito

Na edição desta semana o jornalista Reinaldo Azevedo descreveu com genialidade e clareza a atual situação ideológica do Brasil. Numa crítica ao filme de Cacá Diegues, O maior amor do mundo, ele escreveu:

"(...) Enquanto a elite branca de Cláudio Lembo se emperiquitava no sábado 2 para assistir ao show de Chico, uma parte dos moradores da Cidade de Deus, no Rio, ia ao comício de Lula, convidado pela... Cufa (central única das favelas)! O PT laçou jovens, etnias de exceção e crianças assistidas por programas federais para dar testemunho em favor do pai-presidente. À moda das igrejas neopentecostais - como respeitar religiões mais jovens que um bom uísque?-, os filhos de Lula foram lá narrar a sua vida antes e depois da adoção. O presidente violava o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Eleitoral. E dai?
Ninguém quer ensinar Mozart ou Kant aos pobres. Eles têm que aprender batuque, funk e rap. É batata: há uma relação inversamente proporcional entre variedade de instrumentos de percussão e saneamento básico. Onde excedem o "baticumbum" e os versos de pé quebrado, falta água encanada. E sobejam verminoses. Do esquerdismo bocó da década de 60 para o populismo de exaltação de hoje, o feio se tornou bonito. Só não abrimos mão da orfandade pidonha - que é morte do indivíduo."

Coitado do Brasil....
Álbum de Fotos

Estou colocando algumas fotos neste endereço:

http://br.pg.photos.yahoo.com/ph/vitorlaerte/my_photos



eh só clicar.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Livro - Declínio e Queda do Império Romano - Edward Gibbon

Este livro conta a trajetória do Império Romano desde o tempo dos Antoninos até a queda do Império do Oriente representado pela tomada de Constantinopla pelos Turcos. É claro que o livro termina mesmo com a queda do Império do Ocidente, após a tomada de Roma pelos Godos.
Este livro foi um dos mais interessantes que li nos últimos anos, ele conta a organização dos Romanos, seu sistema de governo, seu sistema de justiça, e seu enorme sistema militar. O início da igreja católica também é descrito. Por incrível que pareça a nossa sociedade é muito parecida com a dos Romanos, claro que hoje somos moralmente mais evoluídos, mas o sistema é muito parecido. Havia até o bolsa escola, que era uma esmola dada pelos Imperadores para calarem a boca dos plebeus insolentes. Fora os jogos que lembram muito um fla flu de hoje (inclusive o comportamento das torcidas).
Infelizmente a edição a que me refiro é um resumo da original que não está disponível no Brasil. Esta é composta por 7 volumes e o que eu li é um resumo publicado pela companhia das letras na coleção de bolso. Bom já dá para ter um gostinho do original.
O Brasil é uma Mentira
Todos os dias levanto-me e olho pra o horizonte e vislumbro os raios inciais do dia a iluminar esta terra em que vivo. Todos os dias levanto-me e ando para frente procurando construir uma vida melhor para mim e para os que estão comigo. Durante o dia tento ser útil para todos que me procuram e que precisam de mim. Mas quando olho para o passado deste país assola-me uma grande desilusão, que tipo de semente poderá germinar neste solo que dia após dia é conspurscado pelos que me antecederam e os meus comtemporâneos. A infâmia grassa e sevicia as almas bondosas e operantes, tiram-nos o estímulo e a vontade de servir a esta pseudo-pátria , sim o Brasil é uma pseudo-pátria, fingimos que vivemos numa sociedade civilizada, fingimos viver, cada dia olhamos para frente como se não houvesse nada atrás de nós ou ao nosso redor, somos os cegos que não querem enxergar, até quando?
Tiram-nos os melhores pensamentos, roubam-nos os sonhos, escravizam-nos a vontade e por fim extirpam-nos a vida. Que vida podemos esperar no futuro? Somos a conseqüência daquilo que foi feito antes e o antes do Brasil é escravidão, ditaduras, torturas, corrupção e hipocrisia. Que futuro nós esperaremos? Onde nossos passos vão dar? Caminhamos num mundo de mentiras inventado pelos monstros que nos dominam e acalentado por nós. Só assim podemos continuar a acordar e enxergar o horizonte pela manhã com seus primeiros raios fúlgidos e levantar para fingir viver mais um dia, até que se extinga a íntima força que nos mantém vivos.